USF-AN junta profissionais das USF, no Porto, para manifestar desagrado com Ministérios da Saúde e Finanças – Falta de informação pública sobre o Estudo de Avaliação

Depois da concentração realizada no dia 31 de julho, em Lisboa, para demonstrar o descontentamento dos profissionais das USF relativamente aos atrasos provocados pelos Ministérios da Saúde e das Finanças no processo de transição para USF de modelo B, nomeadamente na falta de informação pública sobre a avaliação favorável do modelo de indicadores, incentivos e resultados associados às USF Mod B, foi altura de a replicar no Porto.

Assim, no dia 18 de setembro, junto à USF Covelo, profissionais de várias USF concentraram-se para exigir a transição de, pelo menos, 20 USF, no país, para um modelo que presta “mais e melhores” cuidados aos utentes.

Além do representante da USF-AN, Paulo Santos, podemos contar com a presença e participação do Senhor Bastonário da Ordem dos Médicos, representante da Ordem dos Enfermeiros e representantes do SIM (Sindicato Independente dos Médicos).

Previamente a esta iniciativa, houve uma reunião com todos os envolvidos, onde se identificaram claramente os sentimentos de incerteza e desmotivação das unidades que aguardam para evoluir para modelo B.

Após vários alertas feitos à Senhora Ministra da Saúde e Senhora Secretária de Estado da Saúde sobre o não cumprimento dos pontos números 3 e 4 do Despacho n.º 1174-B/2019, de 1 de fevereiro, que definem que, após avaliação favorável das USF modelo B, 20 USF modelo A poderão transitar para modelo B, durante o último trimestre de 2019, continuamos a não ter conhecimento dos resultados ou do relatório dessa referida avaliação, nem se conhecem os critérios da seriação das 20 USF.

O Vice-presidente da Direção da USF-AN, Paulo Santos, prestou declarações aos órgãos de comunicação social presentes, recordando que estudos feitos pelo Ministério da Saúde revelam que se todas as Unidades de Saúde (UCSP + USF-A) fossem USF de modelo B, haveria ganhos em saúde (ex: internamentos evitáveis, amputações, AVC’s) e financeiros (cerca de 103 milhões de euros anuais) substanciais. Por este motivo não consegue compreender este comportamento anti reforma dos CSP por parte dos Ministérios da Saúde e das Finanças.

Neste sentido, a USF-AN exige que o Governo cumpra com o que legislou, lembrando que em 2017 nenhuma USF transitou de modelo e que em 2018 várias ficaram a aguardar a sua progressão, apesar dos pareceres técnicos estarem conforme o exigido, devido à existência de cotas, as quais pretendemos que sejam abolidas.

A USF-AN continuará atenta e promoverá as medidas e iniciativas que se afigurem necessárias à mais célere publicação do relatório da avaliação de indicadores, incentivos e resultados associados às USF modelo B, bem como à respetiva transição de modelo.

A Direção

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