Saúde Primeiro – As USF como exemplo de soluções e boas-práticas a disseminar no SNS

COMUNICADO

Assistimos no dia 11 de fevereiro de 2019 a um importante debate com o tema “Saúde Primeiro”, transmitido na RTP1 no programa Prós e Contras com a presença da Srª. Ministra da Saúde.

Dos convidados na plateia, destacamos a ausência de representantes dos Cuidados de Saúde Primários (CSP). Será porque os CSP não têm problemas? Será porque os CSP estão a dar a resposta adequada?

Efetivamente, recentemente ouvimos o Primeiro-ministro afirmar que o “grande investimento” que o país tem que “continuadamente fazer” na área da Saúde é no programa de cuidados primários e continuados para não fazer cair nos hospitais. Prova disso e partilhado no referido debate, tivemos a confirmação do Diretor Clínico do Hospital de Barcelos que nos mostrou que com uma correta utilização dos CSP, nomeadamente das Unidades de Saúde Familiar (USF) e a sua capacidade de resposta a situações de doença aguda, houve uma redução da utilização das urgências. Note-se nesta afirmação que, em cada 10 casos de urgência, 6 eram não urgentes e podiam ser resolvidos com a sua equipa de saúde familiar, de forma mais eficiente e segura. Recordamos que se todo o país fosse coberto por USF, teríamos uma redução de cerca de 647.563 mil idas às urgências por ano, com uma poupança potencial de €54 milhões (dados de 2015 da ENSP).

Ao mesmo tempo, a Senhora Ministra da Saúde afirmou que a criação das USF se apresenta como um sinal da reformulação e adaptação do Serviço Nacional de Saúde (SNS) às atuais exigências e necessidades do cidadão, que se apresenta mais informado e participado na saúde.

Sejamos capazes de assumir que USF não estão no lado dos problemas, mas das soluções e boas-práticas a disseminar. É assim desde o início da Reforma dos CSP em 2005!

A OCDE, o European Observatory on Health Systems and Policies e a Comissão Europeia também não têm dúvidas em dizer que Portugal tem baixas taxas de mortalidade evitável, hospitalização evitável (das melhores da OCDE) e que isso é prova de que os Centros de Saúde, nos quais 60% da população está coberta por USF, funcionam bem. Nem a Troika desconfiou das USF, bem pelo contrário, porque reconheceu a boa-prática não só para a qualidade dos cuidados, mas para a sustentabilidade do SNS.

Então, como explicar as dúvidas do Ministério das Finanças em permitir a generalização do modelo B de USF e a abertura de mais USF de modelo A? Quer a Ministra da Saúde quer o Primeiro-ministro não têm dúvidas!

Não havendo dúvidas, quem não quer que avance o modelo que faz avançar a Saúde em Portugal – as USF de modelo B?

A Direção

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