Saudações ao novo Conselho de Administração dos SPMS, EPE

A USF-AN saúda o novo Conselho de Administração dos SPMS, EPE, desejando o maior sucesso para este novo desafio. Acreditamos que seja possível, com este novo Conselho de Administração, responder às reais necessidades dos SI (Sistemas de Informação) da saúde.

Para a USF-AN, existem critérios basilares para cumprir esse fim:

  1. Nova arquitetura do SI dos CSP que garanta segurança real e suporte todo o processo clínico eletrónico totalmente sem papel e um Registo Nacional do Utente amigável e totalmente fiável (continuamos com a aplicação do RNU desatualizada, não cumprindo o estipulado no Despacho n.º 1774-A/2017 nem na Circular Normativa Conjunta dos SPMS e ACSS, datada de 20/06/2017).
    1. Existência de uma história clínica única integrada, incluindo, obrigatoriamente, a integração da parte administrativa, agenda e processo clínico. Esta situação ainda está longe de acontecer nas soluções até hoje apresentadas pelos SPMS, EPE.
  2. Centralidade dos SI no cidadão e não nas aplicações ou nas profissões em saúde: continuamos na era das múltiplas aplicações informáticas. Exige-se o desenvolvimento estrutural de um sistema informático com termos de referência validados por todos os intervenientes. Devemos abandonar os sistemas não integrados, que são promotores de uma interoperabilidade muito baixa, de soluções orientadas por profissão “isolada”, que têm fraca normalização da informação, baixa segurança de informação e promovem a multiplicação das bases de dados.
  3. Continuamos todos à espera de ferramentas de apoio ao processo de decisão clínica. Ferramentas com alertas relativos às interações medicamentosas e/ou contraindicações relacionadas com caraterísticas particulares dos doentes, como alergias, estados patológicos ou fisiológicos (gravidez e aleitamento, por exemplo). Devem também incluir alertas de apoio à qualificação da prescrição médica, como por exemplo, dispor de informação complementar sobre cada medicamento, não disponibilizada pelo Infarmed, tais como equivalências internacionais, informação de interferências, fotografias de embalagens e outras, que são de grande utilidade ao médico.
  4. Desenvolvimento do BI CSP, enquanto ferramenta de apoio à Governação Clínica e de Saúde e alargar a ferramenta aos hospitais, na medida em que estes devem ser envolvidos no rigor, transparência e monitorização dos seus resultados em saúde.
  5. Modernizar e reforçar a Rede Interna da Saúde (RIS), renovando a própria rede e controlando eficazmente a largura de banda do ISP (Internet Service Provider). Atualizar e melhorar os servidores para evitar ataques distribuídos de negação de serviço (DDoS) nos momentos em que se fazem manutenções e/ou atualizações.

Manifestamos o desejo de que este novo mandato demonstre que ainda é possível recuperar o tempo perdido no que respeita ao desenvolvimento dos SI da saúde, de forma a criar um SI amigável dos profissionais e do cidadão, alinhado com as reais necessidades no terreno.

O diagnóstico de necessidades está feito, por isso é importante clarificar a solução que poderá passar pelo investimento numa nova plataforma com o objetivo de se obter a história clínica única do utente, centrado na sua história clínica, independentemente do local onde o utente está.

Sejamos sempre capazes de colocar o cidadão no centro do SNS e desenvolver estratégias que promovam a sua saúde e segurança.

A USF-AN continuará sempre disponível para colaborar no desenvolvimento dos SI da saúde.

A Direção

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