Possível fuga de médicos de família para a Galiza resulta da morosidade dos concursos e ausência da aposta nas USF de modelo B

COMUNICADO

O Serviço Galego de Saúde (Sergas) colocou em marcha uma operação de recrutamento de médicos de família em Portugal, oferecendo uma retribuição bruta anual de 61.500 euros. Se consultarmos a bolsa de emprego da Ordem dos Médicos verificamos que há anúncios de vagas na Irlanda, Inglaterra e França. Países que recorrentemente procuram médicos especialistas em Portugal.

Esta situação preocupa-nos, pois poderá contribuir para aumentar a fuga de médicos especialistas em medicina geral e familiar, consequentemente resultando na impossibilidade de atribuir um médico de família a todos os cidadãos, já para não falar da permanente fuga de enfermeiros e da enorme carência de secretários clínicos, por ausência de concursos no SNS.

Ao analisarmos os dados disponíveis no Portal da Saúde, verificamos que o número da previsão de conclusão do internato da especialidade de medicina geral e familiar é sempre superior ao número previsto de aposentações no mesmo ano. Dos mesmos dados, apenas em 2021 se verifica que esta renovação poderá ser equilibrada. Temos pois, os recursos necessários, desde que saibamos criar condições para se fixar em Portugal.

Desde longa data que a USF-AN tem alertado os Ministérios da Saúde e das Finanças sobre a importância de abertura de novas USF e evolução das já existentes para modelo B. Como confirmamos pelo Despacho nº1174-B/2019, que define o número de USF a criar e as que evoluem de modelo organizativo durante o ano de 2019, continuamos com quotas limitadas e inexplicáveis!

Nas USF, para além de se prestarem cuidados de saúde personalizados, garantindo a acessibilidade, a continuidade e a globalidade dos mesmos, confirmam-se consideráveis ganhos em saúde e reduções consideráveis de custos associados, conforme nos mostra o estudo da Coordenação Nacional para a Reforma do SNS, área dos CSP. Para além disso, é conhecida a elevada satisfação dos profissionais de saúde e dos utentes que laboram e utilizam as USF.

Não temos dúvidas de que as USF cativam e desafiam os novos especialistas de MGF, enfermeiros e secretários clínicos a integrar e a manterem-se motivados no SNS!

Por esse motivo, a limitação na abertura e evolução das USF, reflete-se no retrocesso da Reforma dos CSP, afetando também a fixação de especialistas de Medicina Geral e Familiar no país.

A Direção

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