Falhas nos Sistemas de Informação da saúde – Resolução para 2019?

Foi com agrado que recebemos a notícia de que o Governo vai investir no próximo ano cerca de um milhão de euros em redes locais.

Este financiamento, segundo o Presidente dos SPMS, EPE, Henrique Martins, centrar-se-á na melhoria das redes locais e hardware disponíveis que, neste momento, estão completamente ultrapassados para suportar as atuais aplicações informáticas da saúde, que por sua vez são mais sofisticadas e exigem equipamentos adequados.

Todavia, salientamos que o diagnóstico está feito há mais de dez anos!

Pergunta-se: só agora foi orçamentado? Será que a equipa da SPMS, EPE se tem esquecido de programar este financiamento?

Como referimos anteriormente, estamos alinhados com esta medida, no entanto, esta não será a única solução para melhorar esta área dos Sistemas de Informação (SI) da saúde.

Existem outras medidas que devem ser tomadas com urgência:

  1. Nova arquitetura do SI dos CSP que garanta segurança real e suporte todo o processo clínico eletrónico totalmente sem papel e um Registo Nacional do Utente amigável e totalmente fiável.
  2. Centralidade dos SI no cidadão e não nas aplicações ou nas profissões em saúde: continuamos na era das múltiplas aplicações informáticas. Exige-se o desenvolvimento estrutural de um sistema informático com termos de referência validados por todos os intervenientes. Devemos abandonar os sistemas não integrados, que são promotores de uma interoperabilidade muito baixa, de soluções orientadas por profissão “isolada”, que têm fraca normalização da informação, baixa segurança de informação e promovem a multiplicação das bases de dados. Devemos apostar num Processo Clínico Eletrónico (ver exigências aqui), único e centrado no cidadão.

Acreditamos que este deve ser o caminho dos Sistemas de Informação da saúde.

Os profissionais merecem e o cidadão agradece!

A Direção

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