Comunicação Presidente da Direção – Encerramento 4º Encontro Nacional das USF

Comunicação do Presidente da Direção – Encerramento do 4º Encontro Nacional das USF

 

Temos orgulho e confiança no que fazemos, sabemos o que queremos e sabemos para onde vamos!


Este modelo, das USF, assente em soluções técnicas, privilegiando a autonomia e a responsabilização, a interação participativa com os cidadãos e uma gestão descentralizada, pode ser uma alternativa para a melhoria de outros setores do estado e para a resolução de muitos dos problemas que a sociedade portuguesa enfrenta com a crise atual.


A USF é uma nova organização, positiva, pública, do SNS, que inclui características de funcionamento democrático, participativo, com uma gestão orientada para as pessoas, descentralizada, por objetivos e com incentivos, de acordo com o desempenho.

 

As USF são um valor no sentido filosófico, social e económico – são um valor para a qualidade de vida das pessoas, para o trabalho e para a economia, pelo que ganha cada cidadão e o país, em acessibilidade e eficiência.


A confiança do que fazemos!


O processo de candidatura a USF foi e é voluntário, transparente e exigente.


Houve até hoje 522 candidaturas, o que corresponde a cerca de 10 000 profissionais de saúde. Dessas candidaturas, desistiram ou foram excluídas 96, o que atesta o rigor do próprio processo.


As USF aumentaram o acesso, melhoraram o desempenho, a qualidade de processo dos cuidados, de resultados intermédios, de impacto na saúde e bem-estar dos cidadãos, aumentaram a satisfação dos profissionais e dos utentes. Fizeram tudo isto sem aumento de custos e todas as evidências existentes são a favor de que o fazem com MENOS CUSTOS, do que acontece no modo de organização e funcionamento “não-USF”.


Em 2009, ocorreu uma diminuição de custos na ordem dos 120 milhões de euros e em 2010, de 150 milhões de euros, resultando da qualificação da despesa em medicamentos e em MCDT.


No Relatório da ACSS, sobre as USF, relativo ao ano de 2010, pode ler-se:

“Reforçando o que se tinha já concluído no relatório de 2009, de forma genérica, as USF demonstram claramente maior eficiência que a generalidade dos CSP, quando se analisam os custos médios de medicamentos e MCDT por utilizador.”


“Os valores apurados indicam que as USF modelo B são comparativamente e na sua generalidade mais eficientes quando se está a analisar medicamentos (menos 10€ por utilizador, em média).”

 

Sabemos o que queremos !


A resposta mais eficaz que até hoje foi adoptada para reduzir o número de portugueses sem médico de família foi a criação de novas USF, que deve acontecer a par de uma base de dados nacional atualizada.


As candidaturas a USF por trimestres, mostram para o I trimestre de 2012, 16, o que revela alguma esperança e determinação dos profissionais. No mesmo período, apenas quatro USF iniciaram atividade, sendo este o valor mais baixo desde 2006.


Considerando que há cerca de 40 equipas de USF prontas a iniciar a sua atividade, é necessário maior empenho das ARS e do Ministério da Saúde para apoiar e facilitar a abertura de novas USF.


O Ministério da Saúde não pode deixar de apoiar e, ao seu nível, liderar este processo, que não pode estar dependente apenas das ARS e dos seus meios financeiros. As prioridades e investimentos devem depender dos ganhos previsíveis, logo, face aos resultados e dados disponíveis, tem de haver recursos para a criação de novas USF e sua evolução para modelo B.


Porque uma nova USF não é uma nova despesa, é um investimento, não é mais um custo, é diminuição do desperdício!


Em síntese, propomos e defendemos que:


– sejam criadas todas as USF que têm candidaturas homologadas, a curto prazo.


– que evoluam para USF modelo B todas as que tenham parecer técnico favorável.


– que sejam respeitadas as regras definidas e os direitos dos utentes sobre a dimensão das listas, contrariando as tentativas artificiais para diminuir os utentes sem médico.


– autonomia gestionária para os ACeS prevista no DL 28/2008.

 

– termine a situação de contratos precários dos cerca de 30% de profissionais das USF.



Guimarães, 12 de Maio de 2012


Bernardo Vilas Boas

Presidente da Direção da USF-AN

Login

Welcome! Login in to your account

Remember me Lost your password?

Don't have account. Register

Lost Password

Register

Do NOT follow this link or you will be banned from the site!