Rescaldo das negociações – aumento das listas de utentes

No rescaldo do acordo assinado pelos sindicatos com a equipa ministerial, o jornal Tempo Medicina veio saber junto da USF-AN como está a Associação a reagir à decisão de aumentar 350 utentes nas listas dos médicos de família – passaram de 1550 para 1900 (correspondentes a 2358 unidades ponderadas).

Bernardo Vilas Boas, Presidente da Direção, respondeu:

Considero que foi o pior aspeto do acordo, na medida em que existe o risco sério de isso poder implicar uma carga de trabalho exagerada e de não assegurar a qualidade indispensável dos cuidados de saúde prestados. No entanto, acredito que os sindicatos fizeram o melhor acordo possível na atual situação política, económica e financeira, com a preocupação fundamental de preservar o Serviço Nacional de Saúde e o ingresso dos jovens médicos nas carreiras médicas, garantia de dignidade e da sua diferenciação técnico-científica.

Penso que é possível um vasto consenso das organizações representativas dos médicos e dos outros profissionais de saúde para demonstrar ao Ministério da Saúde, que não é solução para colmatar as necessidades dos utentes, carregar um jovem assistente de MGF em 40 horas, com 1900 utentes, isolado, sem condições de trabalho e sem equipa. Para garantir qualidade e eficiência na gestão de uma lista de utentes com essa dimensão, o que é economicamente mais adequado, é investir em USF, em equipas multiprofissionais, com autonomia e responsabilidade.

A USF-AN e as outras organizações dos profissionais de saúde são as mais empenhadas em satisfazer as necessidades de saúde dos portugueses, mas não a qualquer preço.

Veja as declarações de Bernardo Vilas Boas ao jornal Tempo Medicina sobre o aumento das listas dos médicos de família

 

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