Workshop: Grupo de Trabalho do Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Saúde Familiar

A USF- AN esteve presente no workshop “Grupo de Trabalho do Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Saúde Familiar”, um evento organizado pela ACSS, no dia 30 de julho, pelas 14h30, nas instalações da mesma, representada pela vogal de direção Sara Caldas.

Este workshop teve como principal objetivo dar resposta à alínea b) do despacho n.º 4162/2019, de 16 de abril, que veio dar continuidade ao grupo de trabalho para o desenvolvimento e acompanhamento de boas práticas do enfermeiro especialista em enfermagem de saúde familiar, no âmbito da equipa de saúde familiar e demais equipas dos cuidados de saúde primários, tendo por missão:

  1. Identificar processos assistenciais e boas práticas de trabalho em equipa de saúde familiar em que a intervenção do enfermeiro especialista em enfermagem de saúde familiar esteja a ser alavancada e à utilização mais adequada e eficiente dos recursos disponíveis;
  2. Melhorar e estabilizar a dotação de enfermeiros afetos aos Cuidados de Saúde Primários, centrada na resposta às necessidades dos utentes e dos seus percursos, articulando e complementando as intervenções dos elementos da equipa de saúde familiar com os demais profissionais de saúde, da família e da comunidade, de modo a garantir que todos os portugueses tenham enfermeiro de família atribuído.

Foram auscultados enfermeiros detentores do título de Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Saúde Familiar (EEESF) versus Enfermeiros de Família que não são detentores do título, mas prestam cuidados há vários anos na área de cuidados de saúde primários.

As colegas detentoras do título de Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Saúde Familiar começaram por evidenciar a mais valia da especialidade nesta área referindo que o suporte teórico para prestar cuidados à população com a doença aguda, permite capacitar a família para ser responsável pela sua saúde, assim como dão importância à referenciação que pode ser realizada interpares e para outros profissionais; alerta para outros contextos sobre a estratégia de cuidados à família, permitindo uma intervenção diferente e dirigida a cada família que cuidam.

Os EEESF reconhecem que as competências que adquiriram nos processos formativos vão permitir que a família seja o foco de intervenção, possibilitando ainda identificar estratégias para capacitar a família a melhorar as suas dificuldades, sendo as famílias a fazerem o seu próprio projeto de saúde envolvendo-a nos cuidados (evidenciam a importância do cuidador informal), mas ressalvam que o número de 837 famílias cerca de 1700 utentes é um número elevado e que deveria ser revisto.

Reforçaram a importância da elaboração de um plano de cuidados à família (número de famílias atribuído e as horas de cuidados para cada consulta) permitindo uma racionalização dos cuidados e consequente redução da ida aos cuidados de saúde secundários. Por outro lado, verifica-se um aumento da literacia da saúde com consequente aumento da capacitação da família. A avaliação e intervenção familiar que realizam permite obter ganhos em saúde e os EEESF são agentes que facilitam o processo para as famílias serem funcionais.

Os colegas que prestam cuidados nas USF, mas que não são detentores do título de EEESF, alegaram que o processo formativo das especialidades deve ser gratuito, que deve existir uma complementaridade no âmbito da equipa de saúde familiar que consequentemente vai reduzir o número de consultas do médico, traduzindo-se numa resposta mais adequada à saúde adulto-idoso convertendo-se na eficiência para o sistema.

Reforçam ainda que a experiência profissional também poderia ser tida em consideração na atribuição do título de EEESF, evidenciando a importância da mesma não descurando os processos formativos.

Houve discorda com o facto da Escala de Sheridan, por exemplo, ser exclusiva dos Enfermeiros Especialistas em Enfermagem de Saúde Infantil e da prescrição de exercício físico ser exclusiva do médico, assim como foi referido que há técnicas na área da saúde da mulher que podem ser executadas pelos EF e, caso se verifique a  necessidade, referenciam para o Enfermeiros Especialistas em Enfermagem de Saúde Materna, Obstétrica e Ginecológica que se encontram nas Unidades de Cuidados na Comunidade (UCC). Foi também salientado que a avaliação familiar é a diferença em relação aos EEESF (dinâmica familiar).

Outros contributos evidenciaram que o EF tem competências acrescidas, através da formação, no diagnóstico da situação e na prescrição do tratamento e que consegue identificar as dinâmicas e quem assume o papel de provedor na família.

Neste sentido, foram propostas como áreas de intervenção a:

  • Gestão da Saúde;
  • Gestão da Doença;
  • Gestão de caso;
  • Diagnóstico precoce;
  • Avaliação e intervenção familiar.

A Enf.ª Cristina Afonso, Vice-presidente da Direção da USF-AN, considera que o EEESF é uma mais valia para a equipa dado a intervenção social, a orientação e o papel importante que tem na referenciação. Isto traduz-se em ganhos em saúde, tais como:

  • Padrão familiar preventivamente na família;
  • Intervenção no Diagnóstico Precoce (por exemplo, filhos dos diabéticos).

A USF-AN continuará a participar em todas as atividades deste grupo de trabalho, que contribuam para o desenvolvimento do Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Saúde Familiar.

O grupo de trabalho irá reunir-se novamente em setembro para dar continuidade aos trabalhos.

Pel’A Direção

Sara Caldas

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