USF-AN reúne com ACSS, IP para apresentar proposta de melhoria para os CSP e SNS

Foi com muita satisfação que reunimos no passado dia 27 de julho  com o Conselho Diretivo (CD) da ACSS.
Numa pronta resposta à solicitação da USF -AN para reunião, reunimos o Presidente da USF AN, Dr André Biscaia e os vogais da Direção Enfª Isabel Gonçalves e Dr. João Sousa e os membros do CD,  Dr Vitor Herdeiro, Dra. Sandra Brás e o Dr. Tiago Gonçalves.
O Dr André Biscaia começou por apresentar a USF-AN fazendo o seu enquadramento e uma breve resenha histórica. Foi referida a necessidade de investir nos RH, de realizar obras das estruturas físicas das nossa unidades e ouvir as associações de doentes e comissões de doentes. Foi enviado um alinhamento de reunião  que pode se consultado aqui.
Foi referida a importância desta proximidade e diálogo, nomeadamente para contribuir para a  operacionalização das orientações da ACSS, IP.
Apresentamos o nosso livro 7×7 Medidas para os Cuidados de Saúde Primários | Uma Equipa de Saúde Familiar para Todos, USF-AN 2022/2024 e o histórico estudo “Momento Atual” que funciona como um barómetro do impacto das políticas de saúde. 
 
Uma equipa de saúde familiar para todos
Foi apresentada a nossa proposta de alargamento do modelo B a todas a USF do país, sem presença de quotas, de forma a garantir equipa de família a mais quase 1 milhão de residentes. Defendemos que este modelo já deu provas da sua qualidade e satisfação das equipas, podendo servir coma estratégia de fixação de profissionais. O Dr. Vítor Herdeiro referiu estranheza no facto de existirem atualmente 30 candidaturas a modelo B na ARS Norte e apenas 1 na ARSLVT. Foi sugerido pela USF-AN que se fizessem reuniões de avaliação da estratégia de cada ARS e respetivas ERA.
 
Apostar nos Recursos Humanos
Apoiar a diferenciação profissional de secretários clínicos e de enfermeiros de família. Implementando o perfil e mapa de competências do Secretário Clínico (de que a USF-AN apoiou a construção) e iniciando um plano de formação nacional inerente a este perfil, apostando-se na criação de uma carreira própria para estes profissionais.
Defendemos ainda a facilitação e generalização da especialização em enfermagem de saúde familiar;       
 
Política de recrutamento
Deixamos a necessidade de haver um forte investimento nesta área.
Referimos ainda a importância de aumentar o número de vagas de internato de MGF  na ARSLVT, como estratégias de fixação, sendo claro também dar condições adequadas de trabalho aos recém especialistas, como seja integrar uma USF. Foi assim defendida uma estratégia de  abertura de vagas de internato de acordo com as zonas carenciadas. Neste âmbito ficou a possibilidade de ser desenvolvido um estudo em parceria que vise identificar os motivos que pesam na decisão de escolher de ficar/e não ficar num dado ACeS/ARS.
 
Manutenção e construção de edificado
Apesar de ser uma competência da ARS, foi referido que está previsto no âmbito do PRR, onde deixamos nota da importância de construir novas unidades com base na população residente e não na população inscrita, pois atualmente temos imensas USF com falta de espaço para os profissionais.
 
Aplicação dos Incentivos institucionais
Abordamos a questão da ausência histórica do pagamento dos Incentivos Institucionais sendo reconhecido por todos os presentes a sua importância para a formação dos profissionais e aquisição de equipamentos que iriam tornar as USF mais eficientes. Seria assim também uma forma de motivar os profissionais e promover o seu desenvolvimento profissional.
 
USF do futuro mais eficiente
Neste âmbito foi referida a importância de laboratórios testes rápidos PoC point of care,  para NT prob, INR, HB A1, Colesterol, PCR, (…) nos Cuidados de Saúde Primários (CSP), uma realidade já existente noutros países, deixando o nosso desacordo  com  RX e laboratório de análises tradicionais, que já demonstraram no passado não funcionarem nos CSP. A USF-AN Apresentou uma proposta para estes laboratórios de teste rápidos PoC.
 
Centro de atividades
Proposta a criação de uma nova figura nos CSP – centros de atividades com um corpo de profissionais próprio, libertando as UCSP e USF destas tarefas (para os quais poderiam ser contratado médicos com a especialidade de MGF ou, no caso de não os haver disponíveis, sem ela, nestes casos sempre enquadrados por médicos com a especialidade MGF) para:
  • Rastreio 
  • Atestado para Carta de Condução e outros atestados; 
  • Atendimento para episódios agudos/contactos esporádicos nos Agrupamentos de Centros de Saúde; 
  • Equipas de apoio médico a centros de vacinação; 
  • Equipas de apoio médico a ERPI – estrutura residencial para pessoas idosas; 
  • Equipas de acompanhamento individual pontual/temporário para utentes que não queiram inscrição numa USF
No final foi ainda apresentada a nossa preocupação, tendo o Dr Vitor Herdeiro tomado nota para apresentar à Sra. Ministra, Dra Marta Temido, sobre a situação dos enfermeiros que são especialistas, mas que por via da nomeação em função de chefia não ingressaram na carreira de especialista em 2019. Ora face ao concurso que tem ocorrido para enfermeiro gestor, foi deixada a preocupação de os enfermeiros não colocados nas vagas, sejam de imediato colocados na categoria de enfermeiro especialista com a retroatividade a 2019.
 
Muito agradecemos a  disponibilidade demonstrada  ficando, tendo deixado a disponibilidade para futuras reuniões visando a melhoria na organização e prestação dos cuidados à nossa população.
 
A Direção

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