USF-AN presente na apresentação do Plano Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo

«Um plano para todos os afetos!»

No dia 18 de janeiro, no Fórum Lisboa, a USF-AN participou na apresentação pública do Plano Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (PRSLVT), estando representada pelo Secretário e Vogal da Direção, Pedro Coelho e Sara Caldas, respetivamente.

O PRSLVT assenta em 4 pilares:

1- Afetos: considerado pela primeira vez no PRS. As Neurociências perceberam que sorrir ou abraçar liberta transmissores enquanto que o stress produz cortisol e é nefasto para a saúde.

2- Cidadania: centrada nas pessoas. Os profissionais de saúde devem ser promotores de atitudes de cidadania. O nosso comportamento tem repercussões na saúde do outro (tabagismo, alimentação nefasta). A OMS 2007, através de iniciativa dos finlandeses, provaram que a saúde acontece se houver saúde em todas as políticas.

3- Saúde Sustentável: qualidade serviços equivalentes e sustentável e impactos ambientais. Os rastreios que se fazem é uma forma de melhorar a saúde da população. O tipo de objetivos é diferente de forma individual e multissensorial. Precisamos ter a noção como é a coprodução da saúde (divisão de tarefas e cada um tem o seu papel). Resolver problemas fatoriais implica intervenção de várias entidades.

4- Parceiros/Qualidade: foram acolhidas as sugestões dos parceiros a vários níveis, como parte integrante do processo.

Ao mesmo tempo, podemos verificar que o documento possui orientações estratégicas em quatro áreas major:

  1. Excesso de peso e obesidade;
  2. Tabagismo;
  3. Saúde Mental;
  4. Parcerias com entidades da comunidade.

Através de um amplo debate, no qual participaram algumas personalidades da saúde, verificou-se que o documento tenta agregar as medidas mais relevantes para obtenção de ganhos para a saúde da população de LVT.

No que diz respeito ao pilar dos afetos, verificamos que este é privilegiado de envolvimento da inteligência emocional, que pressupõe o conjunto de sentimentos relacionais positivos com pessoas e/ou outros seres vivos e/ou organizações e/ou seres inanimados. Esses sentimentos de afeto são carregados de emoções e expectativas. Este eixo é facilmente identificável em todo o tipo de organizações, assim como se torna fácil a elaboração de projetos e atividades neste âmbito devido à sua grande abrangência.

Quanto à cidadania, esta constitui o núcleo central da dinâmica do PRSLVT e através do seu exercício é possível melhorar todas as performances, relacionadas com a saúde e os serviços de saúde. O exercício da cidadania está diretamente ligado com a literacia em saúde e interrelacionam-se numa dinâmica de mútuo desenvolvimento.

Por sua vez, a saúde sustentável contém os conceitos de políticas saudáveis e saúde pública, validadas as opções pelo impacto em saúde e pela garantia da perenidade das políticas, sem disrupções motivadas por distorções de visão. Esta linha estratégica implica programação com abordagem por ciclo de vida e não por problemas de saúde. Coloca a perspetiva das pessoas como seres globais, podendo valorizar a salutogénese, os fatores protetores e os de risco, em antecipação. Esta abordagem é valorizada ainda, quando integrada em settings específicos, nomeadamente a escola, o trabalho, os lares de idosos, os locais de prestação de cuidados de saúde, entre outros.

Por fim, a qualidade nas suas várias dimensões tem de fazer parte do dia-a-dia dos profissionais dos serviços de saúde. Das suas decisões dependem não só os resultados em saúde, mas também a sustentabilidade do sistema. A atuação tem de ser balizada pela evidência científica, pela eficiência e custo-efetividade e ainda, tendo em conta a satisfação dos cidadãos e a adequação ao uso. A qualidade implica também o reforço da acessibilidade à prestação de cuidados de saúde, assim como a melhoria da equidade, garantindo os serviços de acordo com as necessidades diversas dos cidadãos.

Para cada um destes eixos foi chamado um especialista para realizar a respetiva apresentação à plateia.

Destacamos o envolvimento com outras organizações e a criação de um grupo que acompanhará o desenvolvimento e aplicabilidade do PRSLVT.

A USF-AN contribuirá para o seu desenvolvimento e fará também o devido acompanhamento e monitorização.

A Direção

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