Participação no Annual Meeting 2019

A USF-AN, representada pelo Presidente da Direção, participou no Annual Meeting 2019, concretamente na na Sessão Plenária – Cuidados de Saúde Primário: desafios para os profissionais das Tecnologias da Saúde.

Com uma mesa constituída por várias personalidades da saúde, a comunicação de João Rodrigues focou-se no tema: CSP – Desafios e Oportunidades.

Partindo de uma análise do contexto atual e projetando o futuro, João Rodrigues abordou:

O que todos pretendemos?

1.Cuidados de Saúde de proximidade – independentemente do nível de cuidados.

2.Qualificação do acesso aos Cuidados de Saúde.

3.Unidades de Saúde com equipas multiprofissionais e multiespecialidades (USF, UCC, a Clínica das Doenças Metabólicas, a Clínica das Doenças Cardio e Cerebrovasculares, a Clínica da Patologia OsteoArticular, etc.)

  • Que sejam capazes de integrar os cuidados centrados nos percursos das pessoas e não nas instituições e profissões, gerindo mortimorbilidade, multinecessidades, incluindo sociais…

Para quê?

  • Para termos pessoas mais autónomas, mais capacitadas e menos doentes, ou seja, mais anos de vida saudável.

Recorda-se que Portugal tem uma esperança de vida de 81,3 anos, acima da média europeia (80,9) e ao nível dos países mais ricos. Mas, quando comparámos os anos de vida saudável, estamos mais próximos dos países de Leste. A média nacional é de mais seis anos de boa saúde depois dos 65, enquanto a Suécia e a Dinamarca têm mais 12 (mulheres) e mais dez (homens). 

O que necessitamos que aconteça no próximo ciclo político:

1.Aplicabilidade da nova lei de bases da saúde que garanta o Direito à saúde para todos, que se articule com as iniciativas privadas e sociais em termos de complementaridade e não de concorrência em que os profissionais pautam a sua atuação por regras de transparência e de prevenção de conflitos de interesses, onde se privilegia a estabilidade na carreira pública, maioritariamente em regime de dedicação plena, dignificando-se as carreiras profissionais.

2.Uma estratégia orçamental com orçamentos plurianuais com aumento da verba para a prevenção e redução das desigualdades sociais, intervindo nas determinantes sociais como condições de habitação (financiamento europeu para recuperação), um urbanismo amigo do ambiente e das pessoas, combate à solidão e apoio ao desenvolvimento das atividades diárias, promoção da dieta mediterrânica, desporto na escola e combate às adições de drogas, tabagismo e álcool.

  • Financiar predominantemente o resultado em saúde e não o ato isolado.
  • Carta de equipamentos da Saúde.
  • Retomar o PIDDAC – plano de substituição e reapetrechamento tecnológico.

3.Qualificar a organização e a Gestão Pública – Modelo USF – Implementação do conceito de Organizações Aprendentes ou Positivas – Gestão participada, transparente, avaliação coletiva com prestação de contas e discriminação positiva em vez de hierarquia, opacidade, isoladamente por profissão, avaliação individual por quotas com uma remuneração centrada no salário e horas extraordinárias.

  • Publicar DL enquadrador do perfil, competências e responsabilidades do Gestor Público.
  • Separar a área executiva/operacional da gestão clínica, com autonomia de gestão baseada em modelos inteligentes de contratualização pública e prestação de contas, onde a base seja a co-produção de saúde, em rede onde impera a inteligência colaborativa.

4.Política das profissões – Capital Humano do SNS – Plano Nacional de Recursos Humanos

Atrair:

  • Trabalho interessante com discriminação positiva;
  • Inseridos numa carreira com hierarquia técnica e pluricategorial;
  • Concursos (e mobilidades) em épocas fixas e céleres;
  • Envolvimento dos profissionais nas decisões das suas unidades.

Reter:

  • Qualidade do ambiente de trabalho: gestão gratificante e participada, equipa e meios;
  • Qualidade do não trabalho: tempo para a família, lazer e outras atividades;
  • Qualidade da experiência profissional: aprendizagem contínua, investigação, ensino e partilha;
  • Transparência e prestação de contas.

5.Outros instrumentos fundamentais da mudança:

  • Sistema de informação centrado no cidadão. Um único processo clínico eletrónico, independentemente do local da prestação dos cuidados e do profissional de saúde.
  • Aposta na literacia em cidadania e saúde.

Pode rever a apresentação de João Rodrigues.

A Direção

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