Gripe – Evitar ir ao serviço de Urgência

A Gripe é uma doença aguda, contagiosa (virusal) que, maioritariamente, se cura espontaneamente, devendo por isso evitar-se recorrer ao Serviço de Urgência.

Se tiver dúvidas, contacte o SNS24: 808 24 24 24 ou a sua Equipa de Saúde Familiar.

Sobre os Planos de Contingência das Unidades de Saúde, constatamos o que maioritariamente tem acontecido é o simples alargamento de horários das Unidades Funcionais dos Centros de Saúde (USF ou UCSP) sem que sejam devidamente tidos em conta a variabilidade dos picos epidemiológicos em função da área geográfica.

Essa medida, aparentemente mediática, não é minimamente eficaz, visto que:

  1. Sobrecarrega os médicos, enfermeiros e secretários clínicos em horas de trabalho adicional, aumentado o desgaste físico e psicológico desses profissionais.
  2. Obriga a reduzir a disponibilidade desses profissionais dentro do horário “normal”, aumentando os tempos de espera de consultas programadas e resposta à doença aguda nesse horário (8h-20h).
  3. Nesse sentido, alertamos as ARS e o seus Departamentos de Saúde Pública que as medidas que deveriam ser implementadas e reforçadas deverão passar pela:
  • Aposta na prevenção com campanhas diárias nas rádios, TV, jornais, redes sociais a orientar os cidadãos de como devem agir em caso de sintomas respiratórios, como por exemplo, lenços descartáveis, lavagem das mãos, uso de máscara, hidratação, evitar locais sobrelotados e aguardar até ao terceiro dia dos sintomas.
  • Reforçar e agilizar o atendimento telefónico em tempo oportuno nas diversas Unidades de Saúde, apostando em centrais telefónicas inteligentes e reforço de pessoal administrativo.
  • Simplex para a regularização dos atestados de doença até três dias não necessitando de ir ao médico de família. Recorda-se que esses três dias não dão direito a vencimento, sendo suportados exclusivamente pelo cidadão.
  • Programar com o devido tempo a bolsa de reforço de profissionais de saúde, dentro do horário normal, 8h às 20h, de médicos e enfermeiros.
  • Sobre o ponto anterior, relembra-se que os médicos e enfermeiros das Unidades de Saúde Pública, deveriam fazer parte dessa bolsa de profissionais para reforçar as equipas de saúde.
  • Publicitar semanalmente a atividade gripal e o seu impacto nos movimentos assistenciais, culminando com o relatório final onde devem estar explícitos as medidas a implementar no ano seguinte, não esquecendo de tirar ilações sobre população vacinada, não vacinada, internamentos hospitalares e mortes.

Evite transmitir a gripe

  • Reduza, na medida do possível, o contacto com outras pessoas;
  • Lave frequentemente as mãos com água e sabão. Caso não seja possível, utilize toalhetes;
  • Use lenços de papel de utilização única (deite nos sanitários ou no lixo comum);
  • Ao espirrar ou tossir proteja a boca com um lenço de papel ou com o antebraço; não utilize as mãos.

A Direção

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