Treze (13) factos pandémicos – Covid-19 – Vamos voltar a dar beijos e abraços!

1. Nada de pânico. Temos que continuar a conviver com o vírus SARS-CoV-2.

2.Usar máscara, lavar as mãos e manter distância física de 2 metros é a melhor prevenção.

3.Podemos caminhar (e correr) sem máscara pelos jardins, percursos pedonais, parques verdes, mantendo sempre a distância física de proteção.

4.É necessário continuar a evitar ajuntamentos em recintos fechados, mal ventilados, e saber viver com esta nova “normalidade”. Em “segurança”. Apostando-se, acima de tudo, na cidadania responsável, com regras, com circuitos bem definidos e muito arejamento dos espaços, com máscaras obrigatórias nos transportes públicos e espaços fechados, com lavagem das mãos e utilização regular do gel alcoólico.

5. Um elevado número de infeções em adultos e crianças assintomáticas não significa risco de doença e morte. O fundamental é a contribuição e o envolvimento de todos os cidadãos para estas práticas se quisermos evitar uma segunda grande onda, visto que a estratégia do confinamento não é sustentável por mais de um ou dois meses.

6. O Ministério da Saúde tem sido transparente na gestão dos dados. Há problemas reconhecidos superiormente na qualidade dos indicadores, esperando-se melhorias nessa área.

7.Reforço necessário ao “pensar global e atuar local”, devendo-se agilizar as intervenções de saúde pública relativas ao covid-19, passando a transferir decisões para o nível local e de forma célere (bairros, freguesias, empresas, ERPI, escolas).

8. Deveria ter-se acesso a um mapa de risco de covid-19, atualizado diariamente, de forma automática, que auxiliasse todos os atores a conhecer, em tempo real, a sua situação epidemiológica. A solução passará pela integração do SINAVE (sistema informático usado pelos médicos para notificação de doenças infeciosas) e do SClínico (processo clínico eletrónico), com uma interface “amigável” e disponível às autoridades de saúde locais, que apresente diariamente o risco de doença, com uma resolução geográfica pelo menos ao nível concelhio.

9. Uma questão fundamental, é “proteger os grupos de risco”, alargar o apoio domiciliário, atuar preventivamente e qualitativamente nas ERPI (Lares) e nas políticas do envelhecimento implementando uma estratégia entre os vários setores da saúde, ação social e economia.

10. Depois, é necessário atuar imediatamente nos surtos ativos, devendo ser reforçadas as equipas multidisciplinares de Saúde Pública, além de se criarem condições de atratividade para essa área de trabalho.

11. O SNS, continua a ter dificuldade em conseguir articular a vida-além-Covid, em concreto na acessibilidade aos Centros de Saúde e na gestão de outras doenças com intervenção hospitalar, devendo-se revitalizar o SNS para recuperação da atividade assistencial em atraso com sistema de incentivos para todas as Unidades de Saúde, e não só para os hospitais, reforço da integração de cuidados centrado nos doentes com múltiplas morbilidades e aposta no desenvolvimento de plataformas comunicacionais que permitam o atendimento telefónico, envio de SMS e implementação de telesaúde.

12. Necessário criar estruturas independentes de apoio à decisão política e reforçar as atuais (DGS). Temos todos que planear o inverno, agora, assumindo que este coronavírus estará em circulação com vírus sazonais.

13. Não tendo data certa – a OMS fala em dois anos e a investigadora Gabriela Gomes da Universidade de Strathclyde (Escócia), fala em três meses – mas irá chegar o dia em que o vírus SARS-CoV-2 atingirá um ponto de equilíbrio com a população, em que a vacinação dará um enorme contributo e tornar-se-á endémico, como acontece com o da gripe, e em que iremos regressar a uma vida normal, mantendo a higienização das mãos e etiqueta respiratório, em que poderemos voltar a dar beijos e abraços.

João Rodrigues

in Diário as Beiras

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