Secretariado Clínico, que balanço?

A poucos meses da atual Direção da USF-AN terminar o seu mandato, importa fazer um ponto de situação relativamente às matérias que envolvem os profissionais do Secretariado Clínico, revisitando o que fomos construindo.

No decurso deste mandato apresentámos o nosso programa, sobre aquilo que objetivamos para a qualificação deste grupo profissional, a diferentes interlocutores como sejam a anterior Presidente do Conselho Diretivo da ACSS, o Secretário de Estado Adjunto e da Saúde (SEAS) e as duas Centrais Sindicais. Em todas essas ocasiões, a proposta por nós apresentada foi bem acolhida, havendo, no entanto, necessidade de trabalho prévio antes da sua formalização. Nessa sequência, foi enviada para a equipa do Coordenador Nacional para a reforma do SNS-área dos CSP (CNRCSP) uma proposta de “Perfil de Competências”, construída por um grupo “ad hoc” de SC da USF-AN. Na validação dessa proposta, no terreno, através de questionário enviado para todas as equipas, pela CNRCSP, declararam 88% dos respondentes que consideram “Totalmente útil” ou “Muito útil” a elaboração de uma carta de serviço e competências do Secretariado Clínico em CSP e afirmam-se disponíveis para frequentar ações de formação alinhadas com essa mesma carta. É, sem dúvida, um número que reforça a nossa convicção que este é o caminho certo, formação que possibilite a todos, em qualquer contexto, deter as ferramentas básicas para responder às necessidades da sua profissão qualificadamente, promovendo ganhos em saúde e gerindo recursos de forma eficiente.

Neste processo há desenvolvimentos apreciáveis, o perfil de competências desenhado pela CNRCSP, com base na proposta da USF-AN, está para aprovação pelo SEAS. Este, antes de aprovar, tem de auscultar algumas Entidades, nomeadamente ACSS e Secretária de Estado da Saúde. É nesse momento de auscultação que nos encontramos. Não escondemos que é uma matéria que pela sua complexidade técnica e política não será compaginável com decisões céleres, no entanto, a aceitação do trabalho já desenvolvido é geradora de expetativas positivas.

Também no âmbito da qualificação profissional, construímos, na Academia dos CSP, quatro Cursos Avançados de Formação, no início de novembro outros surgirão, com a participação de mais de cem formandos e cerca de vinte projetos práticos desenvolvidos com a sua equipa multiprofissional, demonstrando, inequivocamente, toda a mais-valia que os SC conseguem promover.

Em “ambiente de produção”, com a colaboração da USF-AN, está, desde meados de março, uma aplicação informática que irá substituir o SINUS e o MARTA e que, posso afirmar, estará alinhada com as atuais necessidades das equipas, sendo capaz de aumentar a eficiência e fluidez dos nossos processos quotidianos de trabalho. Também neste domínio estamos perante a oportunidade de um salto qualitativo substancial na qualificação do profissional do Secretariado Clínico.

Há, obviamente, objetivos por alcançar, no entanto, temos consciência que, perante a conjuntura deste triénio, o balanço é positivo. Houve, indubitavelmente, passos firmes na única direção possível, isto é, criar condições para CSP de excelência alavancados, também, por excelentes Secretários Clínicos.

O investimento é mínimo e os ganhos para o SNS e para o Cidadão serão relevantes!

Saibamos potenciar, entre todos, esta resiliência e capacidade de mudança pois o caminho já percorrido reforça-nos a esperança de que o melhor ainda está para vir, tenhamos a determinação e oportunidade para isso!

 

Paulo Santos

USF S. João do Porto

Secretário da Direção Nacional da USF-AN

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