Persistência na construção e defesa da excelência!

Nunca, como neste momento, este lema foi tão atual e necessário de colocar em prática!

Apesar de todas as provas dadas ao longo da última década, os profissionais de Secretariado Clínico continuam a ser encarados como um recurso pouco significante na dinâmica das equipas e na resposta de excelência que estas procuram desenvolver.

Apesar de todo o trabalho desenvolvido pelas USF-AN e Coordenação Nacional para a reforma do SNS – área dos CSP na definição do “Perfil de Funções e competências dos Secretários Clínicos dos Cuidados de Saúde Primários” não foi possível, até ao momento, por ausência de vontade política, formalizar, na forma de Despacho, o supra dito Perfil.

Este permanente obstáculo “político” sempre me pareceu inconcebível pois vai exatamente no sentido contrário aos cuidados humanos, eficientes e de proximidade que se anuncia e procura. Começa, agora, a ser possível encaixar algumas peças deste intrincado puzzle e o resultado final não se afigura animador.

É evidente uma conjuntura onde não há, no Ministério da Saúde, concursos externos para a admissão de novos profissionais, as mobilidades são praticamente inexistentes, tenta-se emendar esta escassez com a utilização, obviamente temporária e descontextualizada, de Cidadãos provenientes dos Centros de Emprego através de Programas Ocupacionais ao mesmo tempo que se cria uma série de soluções nos Sistemas de Informação (receitas e MCDT’s desmaterializados, possibilidade do ME ou EF realizar “admissão direta, do utente, sem passar pelo Secretariado) que retiram o Secretário Clínico do fluxo de atendimento ao Utente. A isto tenta-se adicionar quiosques eletrónicos que, justificam-se os criadores e gestores de todas estas estratégias, criam disponibilidade para outras tarefas “mais nobres” e impactantes. Nada mais certo, em termos teóricos! O problema é que o discurso não alinha com a prática, constatando-se o definhar de um grupo que nunca como hoje teve uma base de talento, compromisso e identificação profissional tão grande para o cumprimento das suas tarefas

Apenas é pedido, diríamos mesmo exigível, que os decisores públicos assumam as suas responsabilidades, tendo em conta o princípio da prossecução do interesse público, através de um investimento despiciente que fomente condições para uma formação qualificada, universal e promotora de efetivos ganhos em saúde e gestão de recursos.

Não haja dúvidas, se não formos nós, Secretários Clínicos, com interesse direto e legítimo na evolução de toda esta conjuntura, a defender a persistência na construção de uma identidade profissional assente em pressupostos que nos afirmem e diferenciem pela excelência, dificilmente conseguiremos inverter o rumo da estratégia atual e, a curto prazo, todos nos lamentaremos por essa inércia. 

Não são muitos os momentos e locais onde uma efetiva assembleia de Secretários Clínicos se reúne e, livremente, se partilha dificuldades, anseios e sucessos utilizando essas experiências para construir um caminho comum, inclusivo e promotor de uma identidade profissional mais robusta.

A Direção da USF-AN mantém a firme certeza que parte da excelência dos Cuidados de Saúde Primários passa, obrigatoriamente, pelo investimento neste grupo profissional e, por isso, continua a promover um espaço, Encontro Nacional dos Secretários Clínicos, que se pretende representativo, dinâmico, e com impacto.

Por isso, o desafio está lançado, todos à Maia no próximo dia 28 de Setembro!

Paulo Santos

Secretário  Clínico, USF São João do Porto

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