Comunicação em CSP – da gestão do tempo às situações emocionalmente difíceis

Enquadramento

Para uma medicina centrada no doente, é necessária uma comunicação eficaz e a criação de uma relação de confiança e colaboração mútua. A gestão do tempo representa um desafio suplementar nos Cuidados de Saúde Primários, onde aos objetivos clínicos se soma uma atitude profissional e atenta às necessidades do doente e da família. A utilização do computador e do processo clínico eletrónico com vantagens inegáveis para profissionais e doentes, veio modificar a estrutura da consulta e impor a necessidade de competências de comunicação específicas que evitem o desgaste da relação terapêutica. Os meios digitais atuais, otimizam o acesso à informação, e permitem monitorizar a evolução clínica, reforçando a criação de planos de intervenção assumidos e acordados por clínicos e doentes. Transformar estas novas possibilidades de comunicação em interação frutuosa e gratificante evitando os riscos inerentes exige novas competências de modo a preservar o respeito e profissionalismo nos profissionais e promover o envolvimento, responsabilização e autonomia dos doentes.

O trabalho em equipas de saúde, integrando o contributo e visão de vários grupos profissionais, acompanha-se de dificuldades de comunicação que podem causar problemas para os próprios profissionais e para os doentes. Implica diálogo, capacidade de resolver conflitos, compromisso para partilhar aprendizagem e o estabelecimento de relações profissionais e parcerias que permitam otimizar os cuidados fornecidos.

Objetivos

  • Atualizar conhecimentos e evidência científica sobre as estratégias de comunicação em contexto clínico e suas consequências na satisfação, resultados em saúde e gestão do tempo de consulta.
  • Refletir sobre a experiência dos participantes na utilização de técnicas e competências de comunicação.
  • Discutir a integração na prática clínica do computador, processo clínico eletrónico e outras tecnologias de informação, ampliando a capacidade dos participantes de identificar o impacto da utilização das tecnologias de informação na relação e comunicação com o doente.
  • Treinar estratégias e competências específicas para integrar o computador e outras tecnologias digitais na comunicação e na relação com o doente, contribuindo para uma medicina centrada no doente.
  • Rever técnicas e perícias de comunicação que contribuem para aumentar a eficiência em situações difíceis.
  • Discutir estratégias de comunicação intra e inter profissionais e o seu papel na eficiência clínica da equipa de saúde.
  • Refletir sobre o impacto da comunicação no bem-estar dos profissionais e na prevenção do burnout.
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Conteúdo programático

  • Módulo 1. Competências de comunicação
    • 1 Técnicas e estratégias de comunicação.
    • 2 Comunicação e relação terapêutica.
    • 3 Comunicação – consequências na satisfação, resultados em saúde e gestão do tempo.
  • Módulo 2. Utilização do computador e outras tecnologias de informação em CSP
    • 1. Vantagens e desafios.
    • 2. A relação profissional de saúde-computador-doente.
    • 3 Comunicação e novas tecnologias de informação.
  • Módulo 3. Comunicar em situações difíceis
    • 1. Gerir emoções.
    • 2. Partilhar informação difícil.
  • Módulo 4. Outros desafios em Comunicação Clínica
    • 1. Comunicação inter e intra-profissionais.
      • Atitude, processo e competência.
      • Comunicação em equipas de saúde
      • Liderança e comunicação
    • 2. Satisfação pessoal e profissional
      • Burnout em profissionais de CSP – deteção e prevenção.
      • Estratégias de bem-estar pessoal e profissional.

Organização

Modalidade: formação online (5h) + formação em contexto presencial (15h) + formação/acompanhamento em contexto de trabalho (10h)
• Início da formação assistida (online).
• Formação em sala de 15 horas
• Acompanhamento de trabalho prático: 10h de formação assistida, solicitada pelos formandos, via online, para validação, execução e acompanhamento dos trabalhos na plataforma Sapo Campus.

Coordenadores

Coordenador Científico: Margarida Figueiredo-Braga, Psiquiatra, Profª Auxiliar de Psicologia Médica, Comunicação Clínica I e II, da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto – Departamento de Neurociências Clínicas e Saúde Mental

Coordenador Pedagógico: Dilermando Sobral, Médico de Família, USF Ramalde, ACeS Porto Ocidental; Mestrado em Comunicação Clínica; Assistente Voluntário, Departamento de Neurociências Clínicas e Saúde Mental, FMUP

Formadores:

  • Margarida Figueiredo-Braga
  • Dilermando Sobral
  • Ana Margarida Almeida (Professora Auxiliar, Departamento de Comunicação e Arte, Universidade de Aveiro; Digimedia – Digital Media and Interaction)
  • Rita Maciel Barbosa (Médica de Família, USF Rainha D. Amélia, ACeS Porto Ocidental; Mestre em Comunicação Clínica, FMUP)
  • Ana Raquel Braga (Enfermeira de Família, USF Rainha D. Amélia, ACeS Porto Ocidental; Mestre em Comunicação Clínica, FMUP)

Preço

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a definir

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