12º Encontro Nacional das USF

ENQUADRAMENTO

O 12º Encontro Nacional das USF – AGIR, CAMINHAR, PROGREDIR reveste-se de especial importância na conjuntura atual que vivemos, na medida em que assinala o regresso da Associação aos eventos presenciais, interrompidos durante este ano por força da pandemia. Importa ter presente que o impacto da pandemia foi especialmente profundo no setor da saúde, nomeadamente, nos Cuidados de Saúde Primários. O setor travou um duro confronto, em várias frentes, e atravessou uma elevada transformação, sendo, porém, inquestionável que a imagem dos profissionais de saúde e das suas estruturas saiu largamente reforçada, face à sua manifesta capacidade de adaptação, resiliência e reinvenção dos seus serviços e até modelos de atuação. É, por isso, importante que as organizações da área da saúde sejam, também elas, capazes de demonstrar igual capacidade de renovação e reinvenção, no que diz respeito às exigentes respostas face às necessidades e carências em saúde da população.

O 12º ENUSF será o único evento multiprofissional do país, onde se reúnem médicos de família, enfermeiros de família, secretários clínicos e outros profissionais da saúde, além de académicos, autarcas, utentes e profissionais de outras áreas fora da saúde, para debater, aprofundar e discutir políticas e estratégias nacionais para melhoria da qualidade dos cuidados de saúde prestados à população.

Estamos certos de que será um evento muito participado, uma vez que todos os profissionais de saúde pretendem marcar presença neste momento de aprendizagem e partilha, tendo em conta a nova forma de estar e trabalhar em saúde.

Este evento contará também com a participação de personalidades ímpares da Saúde, que nos trazem contributos e visões para a melhoria dos CSP e do SNS.

Estamos a preparar o 12º Encontro Nacional das USF.

Faça download do cartaz e partilhe na sua Unidade! 

Toda a informação será atualizada aqui!

*Em caso de ausência de condições de segurança para realização do evento em formato presencial, o mesmo acontecerá em formato online.

Caras(os) Profissionais dos Cuidados de Saúde Primários

Caras(os) Colegas das USF,

 

A Direção da USF-AN (Associação Nacional das Unidades de Saúde Familiar) propôs-me o desafio de presidir a Comissão Organizadora do 12º Encontro Nacional das USF em 2020, cargo que aceitei com todo o prazer e espírito de missão. Mal nós sabíamos que mudaria toda a nossa forma de viver e trabalhar em poucos meses.

O ano 2020 mudou drasticamente as nossas vidas e o nosso trabalho em particular e virou o nosso mundo de pernas para o ar. A situação atual em Portugal e no mundo relacionada com a pandemia COVID-19 foi, e ainda é para muitos, uma realidade vivida pela primeira vez. Nós vemos novas tarefas associadas constantemente às nossas atividades diárias, que não param de mudar e de crescer. Os utentes aprenderam a autogestão da doença e reformularam o recurso aos serviços de saúde, bem como a avaliação da resposta dada pela sua equipa de saúde familiar.

Anos de organização e reflexão sobre a melhor resposta das USF aos utentes resultaram em maior acessibilidade das equipas a consultas programadas, ao seguimento de grávidas, de crianças e jovens, mulheres em planeamento familiar e de doentes crónicos, dando igualmente resposta no próprio dia às situações agudas que possam surgir. Contribuímos ainda para a diminuição de utilização dos serviços de urgência, sendo evitadas, anualmente, uma média de 650 mil idas às urgências hospitalares (fonte, ENSP, 2017).

Hoje, em tempos de pandemia, fomos capazes de manter estas marcas, que nos caracterizam, agora ajustadas a uma nova realidade. O Portal SNS confirma-nos isso mesmo. Em julho de 2020, por exemplo, foram realizadas quase mais um milhão de consultas não presenciais do que no período homólogo de 2019, mesmo com o aumento das nossas tarefas diárias, quando comparadas com as que tínhamos no mesmo período em 2019.

Vivemos um momento ímpar na saúde. Continuamos a observar uma crescente escalada de tarefas repetidas e burocráticas entregues às equipas de saúde familiar, “roubando” assim demasiado tempo e energia, retirando muitas vezes o foco daquilo que é realmente importante: fazer medicina familiar.

Assim, não só pelos desafios gerados pela pandemia COVID-19, mas também pela necessidade urgente de reerguer a Reforma dos CSP, o 12º Encontro Nacional das USF – AGIR, CAMINHAR, PROGREDIR – promovido pela USF-AN, reveste-se de especial importância, uma vez que assinala o regresso da Associação aos eventos presenciais.

Por força da crise sanitária que vivemos, este evento será adiado para os dias 17 e 18 de setembro de 2021, mantendo o mesmo local de realização, o Porto.

Não temos dúvidas de que este encontro é muito necessário. O impacto da pandemia foi especialmente profundo no setor da saúde, nomeadamente, nos Cuidados de Saúde Primários (CSP). Travamos um duro confronto em várias frentes e atravessamos uma elevada transformação, sendo, porém, inquestionável que a imagem dos profissionais de saúde e das suas estruturas saiu largamente reforçada pela sua manifesta capacidade de adaptação, resiliência e reinvenção dos seus serviços e modelos de atuação. Por isso, é importante que as organizações da área da saúde sejam, também elas, capazes de demonstrar igual capacidade de renovação e reinvenção no que diz respeito às exigentes respostas face às necessidades e carências em saúde da população.

Mesmo perante este esforço acrescido das equipas de saúde familiar, temos verificado que os CSP e as suas Unidades Funcionais (UF) têm sido desconsideradas e desvalorizadas pelas estruturas governamentais e pela comunidade em geral. Reiteradamente assistimos a uma falta de investimento nos seus profissionais e equipas de saúde familiar.

É urgente criar um espaço aberto de partilha e debate no qual se envolverão todas as estruturas governamentais da saúde, todos os parceiros, partidos políticos e profissionais, para responder, por exemplo e entre outras questões: “Que futuro para o Modelo USF?”.

Temos de mudar este cenário e por esse motivo irei dar todo o meu contributo para fazer deste evento um ponto de viragem no Serviço Nacional de Saúde, em especial nos Cuidados de Saúde Primários. Estou certa de que este sentimento é partilhado por todos.

A vossa presença é fundamental para fazermos cumprir os objetivos deste Encontro!

Espero poder ver-vos a todos no Porto em setembro. Porque juntos somos mais fortes!

Maria José Ribas

Presidente da Comissão Organizadora do 12º Encontro Nacional das USF

  1. Refletir sobre o passado, compreender o presente e projetar o futuro dos CSP em situações complexas

Devido à pandemia COVID-19, realçaram-se as fragilidades e potencialidades do sistema de saúde nas respostas perante situações complexas. Neste sentido, é importante preparar o sistema para situações análogas e conhecer as responsabilidades dos vários agentes (profissionais, ACeS, ARS, saúde pública, autarquias/comunidade) na gestão dos processos de maior complexidade e situações de crise. Ao mesmo tempo, pretendemos identificar as falhas e aspetos positivos na resposta assistencial em tempos de pandemia (reinvenção das equipas, instalações, equipamento) de modo a alicerçar o futuro e construir soluções mais resolutivas.

No que diz respeito aos mais vulneráveis (lares e IPSS), é nosso objetivo refletir sobre a problemática desses contextos, de forma a evitar o que aconteceu nos lares de 3ª idade perante a pandemia. Quais as soluções a implementar para prevenir as carências em situações de crise? Alinhado com todos estes temas, importa refletir sobre o impacto do subfinanciamento no SNS verificado ao longo dos anos e as suas repercussões nas situações de crise

  1. Simplificar o percurso dos utentes nas instituições de saúde pela Integração de Cuidados: o “SIMPLEX” no processo saúde/doença!

Não é de hoje que destacamos a articulação de cuidados, focada na pessoa, como a chave para uma melhor prestação de cuidados de saúde e acompanhamento do percurso de vida dos nossos utentes. É hora de abandonar a centralidade dos processos nas instituições e profissões, passando a colocar o utente/cidadão no centro do sistema. Desde a história clínica única de cada utente (Sistemas de Informação), da articulação entre os diferentes níveis de cuidados (que devem ser comunicantes), os circuitos bem definidos dentro do SNS e suas instituições, é imperioso que o cidadão seja encarado como o principal utilizador. Debater, aprofundar e desenvolver estas matérias, torna-se fundamental para a evolução do nosso SNS.

  1. Novos desafios e necessidades em saúde impõem a revisão da Carteira Básica de Serviços e Contratualização

Debater a Carteira Básica de Serviços das USF e as novas necessidades em saúde da população a “descoberto” nunca se evidenciou tão necessário. A realidade em saúde mudou e importa que as respostas em saúde acompanhem as novas necessidades, influenciadas e agravadas por ação de vários determinantes: biológicos, sociais, económicos e ambientais e que num ou noutro sentido, influenciam o estado de saúde individual, familiar ou comunitária. Hoje impõe-se valorizar o próprio sistema de saúde e adequá-lo para aumentar a resolutividade e resolubilidade efetiva em saúde. Os serviços e instituições devem adaptar-se, assim como a organização e gestão dos mesmos. Para isso, urge identificar novos ponderadores de lista que incluam o grau de complexidade ajustado à realidade do século XXI. Na mesma linha de pensamento, urge implementar e desenvolver canais de comunicação estáveis e equilibrados entre as diferentes organizações, independentemente do nível de gestão, de forma a potenciarmos relações equilibradas e amigáveis. O processo de Contratualização nos CSP sofreu, necessariamente, com a pandemia COVID-19. As equipas estão, neste momento, sem saber/conhecer o futuro a este respeito, bem como a avaliação a fazer-se do que havia sido contratualizado. De forma a prevenir futuras situações análogas, urge trabalhar um processo de Contratualização encarado como instrumentos de gestão mais flexível e que responda em tempo útil às necessidades de respostas em saúde da população, tendo em conta o contexto e a sua complexidade inerente, ajustado à realidade de cada região.

  1. Imperativa necessidade de aposta nos Recursos Humanos que dignifique o “capital essencial na prestação de cuidados de saúde”

Decorrentes da visível mudança das necessidades em saúde, os desafios que hoje se colocam aos profissionais desta área são imensos, colocando à sua gestão um repto maior, face à necessidade do desenvolvimento contínuo das competências destes e à avultada rubrica orçamental que os mesmos representam no orçamento das instituições de saúde, que adquire maior relevância no atual contexto de dificuldade crescente na manutenção da sustentabilidade financeira do nosso sistema de saúde, nomeadamente do SNS, pilar fundamental para saúde de todos nós. O capital humano constitui sempre o valor maior em qualquer organização, pelo que deverá ser permanentemente considerado. Sendo que, na saúde, deverá ser entendido como investimento em potenciais ganhos em saúde e não como um custo a ser minimizado. Neste sentido, urge entender a verdadeira implicação de políticas de recursos humanos ineficientes para a efetividade do SNS e desenvolver um planeamento estratégico dos mesmos, centrado nas necessidades dos cidadãos a curto, médio e longo prazo, promovendo estratégias que minimizem a complexidade dos concursos, bem como a implementação de concursos de ingresso e mobilidade em épocas fixas para todos os grupos profissionais e a valorização das carreiras. Esta é a única via para garantir a universalidade, a acessibilidade e a equidade dos cuidados de saúde.

  1. Que futuro para o Modelo USF?

Estamos perante um desconhecimento total da “…proposta de novo modelo de pagamento pelo desempenho para as Unidades de Saúde Familiar modelo B;”, a ser apresentada pela Estrutura de Missão para a Sustentabilidade do Programa Orçamental da Saúde (EM-SPOS), o que defrauda inúmeras equipas e profissionais de saúde que têm já as condições necessárias para evoluir para o modelo B. A passagem de USF modelo A a modelo B, em 2020, está dependente dos resultados dessa proposta, conforme definido Despacho n.º 2533/2020 de 24 de fevereiro. Apesar de todos os condicionamentos externos, é inadmissível esta ausência de informação. Cabe-nos preparar o futuro, de forma a não repetir esta situação. Para tal, é necessário clarificar os critérios de acesso ao modelo A e B de USF, definindo épocas fixas de passagem, bem como clarificar os critérios de manutenção em USF B, promovendo condições para a salotegenidade organizacional. Já lá vão 14 anos de USF em Portugal e ainda continuamos com processos muito burocráticos no que respeita à sua constituição e evolução. Não menos importante, é conseguir-se o compromisso de não continuar a incorrer no incumprimento reiterado de prazos para pagamento de Incentivos Financeiros dos profissionais e o não pagamento e/ou não aplicação qualificada dos Incentivos Institucionais das equipas. A valorização e discriminação positiva dos profissionais devem ser assumidas por todas as organizações governamentais. Ao mesmo tempo, urge debater a imperiosa necessidade de desburocratização da atividade profissional, incentivando a uma conciliação entre vida profissional e vida pessoal, que consequentemente contribui para o bem-estar e satisfação dos profissionais de saúde.

***Faça download do documento em pdf. 

A Super Bock Arena – Pavilhão Rosa Mota está localizada nos Jardins do Palácio de Cristal, com acesso pela Rua de Dom Manuel II, no coração da cidade do Porto.

Inserida num parque vibrante, colorido e vivo, a Arena está a poucos minutos do centro da cidade e da área de Património Mundial da UNESCO e a 20 minutos do aeroporto.

Coordenadas GPS

Transportes públicos

A melhor forma de chegar à Super Bock Arena – Pavilhão Rosa Mota, especialmente em dias de espectáculos, é através da utilização de transportes públicos. Desta forma evitar perder tempo e dinheiro à procura de estacionamento e ajuda-nos na missão de minimizar o impacto ambiental.

Metro

O Porto é servido por 6 linhas de Metro que cobrem grande parte da cidade e as cidades circundantes. Para chegar à Super Bock Arena – Pavilhão Rosa Mota, a estação de Metro mais próxima é a “Casa da Música”, servida pelas linhas A, B, C, E e F. A partir daqui pode fazer um pequeno passeio de 1,5 km pela cidade ou utilizar os autocarros da STCP:

  • 201: Viso – Aliados
  • 302: Circular Praça da Liberdade – Constituição
  • 501: Matosinhos (praia) – Aliados
  • 507: Leça (via MAR Shopping) – Cordoaria
  • 601: Aeroporto (via MAR Shopping) – Cordoaria

Se preferir pode usar a estação do Metro de “Carolina Michaelis”, também servida pelas linhas A, B, C, E e F. Para chegar à Super Bock Arena – Pavilhão Rosa Mota tem de caminhar 1,5 km ou utilizar um destes autocarros da STCP:

  • 301: Circular Hospital S. João – Sá da Bandeira
  • 602: Aeroporto (via Padrão Moreira) – Cordoaria

A estação central do Metro do Porto, a “Estação da Trindade”, está localizada a cerca de 1,8 km.

Mais informações em metrodoporto.pt

Autocarro STCP

A Super Bock Arena – Pavilhão Rosa Mota é servida por diversas linhas de autocarro da STCP. A paragem mais próxima é a “Palácio” (com as identificações: PAL 2, PAL 3, PAL 4 e PAL 5), servida pelas linhas:

  • 200: Cast. Queijo – Bolhão
  • 201: Viso – Aliados
  • 207: Mercado da Foz – Campanhã
  • 208: Aldoar – Aliados
  • 303: Circular Praça da Liberdade – Constituição
  • 501: Matosinhos (praia) – Aliados
  • 507: Leça (via MAR Shopping) – Cordoaria
  • 601: Aeroporto (via MAR Shopping) – Cordoaria
  • 12M: Sto. Ovídio – Av. Aliados (serviço nocturno)
  • 13M – Matosinhos (Mercado) – Av. Aliados (serviço nocturno)

Mais informações em stcp.pt

Táxi / TVDE

Pode chegar facilmente à Super Bock Arena – Pavilhão Rosa Mota usando um dos inúmeros táxis disponíveis pela cidade. Basta indicar como destino a Super Bock Arena – Pavilhão Rosa Mota ou os Jardins do Palácio de Cristal.

Em alternativa pode ainda escolher entre os serviços de transporte individual e remunerado de passageiros em veículos descaracterizados a partir de plataforma eletrónica. No Porto funcionam:

  • Bolt
  • Cabify
  • Kapten
  • Uber

Comboio

A Super Bock Arena – Pavilhão Rosa Mota está a cerca de 1,7 km da emblemática Estação de São Bento, a estação central de comboios da cidade, a partir da qual pode optar por fazer o percurso a pé pelas pitorescas ruas do centro histórico do Porto ou utilizar um destes autocarros da STCP:

  • 201: Viso – Aliados
  • 208: Aldoar – Aliados
  • 501: Matosinhos (praia) – Aliados

Viatura própria

A Super Bock Arena – Pavilhão Rosa Mota é servida por um parque de estacionamento subterrâneo com 453 lugares.

O Parque de Estacionamento do Palácio de Cristal está aberto 24 horas/dia e tem acesso pela Rua Jorge de Viterbo Ferreira.

Os acessos à Via de Cintura Interna (VCI) e à autoestrada encontram-se a 5 minutos.

Tarifários, contactos e outras informações no website da Câmara Municipal do Porto.

***Fonte: superbockarena.pt

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Unidades de Saúde Familiar - Associação Nacional