Comunicado sobre encerramento do alargamento de horário

A USF-AN promoveu uma reunião extraordinária na Secção Regional do Norte da Ordem dos Médicos com os coordenadores e representantes das USF com alargamento de horário e em risco de encerramento.

Os representantes das USF presentes na reunião extraordinária de ontem, declaram estar disponíveis para manter os alargamentos de horário nos termos em que os vinham praticando e para os aperfeiçoar em função das necessidades de acesso da população que servem.

 

A imposição de uma meta segundo a qual, pelo menos 50% do total das consultas realizadas tenham de ser programadas com pelo menos um dia de antecedência, limita objetivamente o acesso de utentes em situação de doença aguda.

A ARS Norte, através das referidas medidas que carecem de fundamentação técnica e de bom senso, está a bloquear os ganhos de acesso que muitas USF vinham oferecendo aos seus utentes e a interferir com a autonomia de organização do trabalho interno das USF consignada na lei, sem que se vislumbrem quaisquer ganhos para os cidadãos.

Em alternativa ao Regulamento imposto pela ARS e no sentido de aumentar o acesso e adequá-lo às necessidades dos utentes, promovendo o custo-efetividade dos cuidados num momento em que se exige a maior competência na gestão dos dinheiros públicos, as unidades acima designadas propõem:

1 - Que o alargamento de horário nas USF contemple a disponibilidade de todos os grupos profissionais para a prestação de todo o tipo de cuidados, programados ou não, previstos na carteira básica com que se comprometeram e que está legalmente definida, à semelhança do que acontece nos períodos de atendimento das 8.00 às 20.00 horas;

2 - Uma utilização sem metas percentuais quanto ao modelo de marcação das consultas e com uma métrica própria, objetiva e de todos previamente conhecida e contratualizada;

3 – Que esteja devidamente publicitada a possibilidade de os utentes poderem agendar consulta programada para os períodos em que o seu médico/enfermeiro está de serviço. No uso da autonomia técnica e organizativa que está conferida por lei e das circunstâncias de procura de cuidados ao longo do ano, a USF fixa o n.º de consultas agendadas disponíveis;

4 – Que o alargamento de horário das USF se mantenha ou encerre em função de objetivos de saúde explícitos, critérios validados e indicadores técnicos fundamentados;

5 - No imediato, propõem como critério o seguinte indicador, com meta a definir em sede de contratualização

- N.º de consultas e intervenções (médicas + enfermagem) / n.º de horas do alargamento no ano

Ao mesmo tempo entendem que deve ser monitorizada, para cada USF, a relação entre as consultas programadas e as solicitações efetuadas no próprio dia, de forma a melhor se identificar e compreender o perfil de utilização por parte dos cidadãos.

 

Pelos presentes na reunião com representantes das USF (promovida pela USF-AN e realizada na Secção Regional do Norte da Ordem dos Médicos)

Porto, 29 de março de 2012


 

USF-AN defende petição na Assembleia

A USF-AN teve a primeira audiência com a Comissão de Saúde, ontem na Assembleia da República, onde defendeu a A Petição a Favor da Manutenção das Equipas USF, assinada por mais de 10.600 portugueses, entregue em dezembro passado.

A Petição solicita a garantia de que nenhum profissional de saúde das USF possa ser excluído da equipa, à qual aderiu voluntariamente, por mútuo acordo e deliberação do CD da ARS.

Depois desta audiência, a petição será levada a plenário na Assembleia da República. A USF-AN continuará a purgar pela estabilidade das equipas.

 

Oficinas Estratégicas 2012

A USF-AN realizou as “Oficinas Estratégicas 2012”, no dia 7 de março, em Coimbra, reunindo a nível nacional vários líderes e profissionais dos Cuidados de Saúde Primários (CSP) e das USF, de onde resultaram as seguintes conclusões:

 

Portugal criou 317 USF e tem mais de 100 candidaturas, estando assim criadas as condições para a maioria da população portuguesa beneficiar deste inovador modelo de prestação de cuidados. Essa já é a realidade nos distritos do Porto, Braga e Aveiro.

2012 é assim um ano de viragem.

O sucesso das USF é possível devido à iniciativa de equipas multiprofissionais motivadas, com autonomia e responsabilidade, avaliação e contratualização.
A USF-AN considera que as USF necessitam de uma clara e rigorosa definição dos seus princípios e das suas características, tendo construído um “BI das USF” que tornará público no 4º Encontro Nacional das USF.


Justificando-se a revisão da legislação das USF este ano, ela deve respeitar o referido BI e tem de ser objeto de diversificados contributos, debate e participação, com forte envolvimento dos profissionais na análise da experiência vivida e no desenho das alterações a introduzir, cujo resultado final deve conduzir a uma situação mais justa, equilibrada e avançada do que a anterior e não a um retrocesso.


2012 é assim um ano decisivo para o rumo das USF e dos CSP, para a saúde e a sociedade portuguesa, em que a USF-AN, promovendo a partilha, a formação e investigação, contribuirá para transformar ameaças em oportunidades, continuar o caminho de afirmação da nova cultura de cuidados de saúde, de proximidade e de qualidade, fazendo de 2012, O ANO DE VIRAGEM NOS CUIDADOS DE SAÚDE EM PORTUGAL, no contexto mais vasto de consolidação do SNS.

 

 

 





 


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Medidas Legislativas

MINISTRO PRORROGA CONTRATOS

 

 

 

O Ministro da Saúde aprovou a prorrogação de contratos a termo resolutivo para os Cuidados de Saúde Primários.